//ARTUR BARRIO E A POLÍTICA AFECTIVA DO LIXO NA RUA
Nuno Rodrigues
“(...) Barrio coloca as suas situações no meio da relação recíproca entre “corpo” e “mente” e no potencial político que lhe advém. Neste sentido, as situações são compósitos que formam agregados de sensibilidade e sensualidade, mas também os agregados de acções, reacções e pensamentos que possam irromper ou esvanecer por via do encontro fortuito do transeunte com as T.E.. Na origem da relação entre pensamento e matéria está a produção de afectos, já que é o jogo afectivo de atracção e repulsa, dor e prazer, que precipita a fragmentação violenta da passeação do passeante para que uma outra relação entre corpo e mente possa surgir. (...)”
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