//ALOÉ
Ksénia Tinoco
“(...) Esta metamorfose não surpreendeu minimamente a mulher; muito mais se admirou com
o facto de que a planta em que se havia tornado ter sido já cuidadosamente cortada, e que
duma extremidade do estame, onde antes haviam estado os seus pequeninos pés, se escapava um suco transparente. Cada uma das suas células sentia como esse suco permeava os lençóis brancos e era absorvido pelo colchão. Logo a cama começou a fervilhar como um pântano, pois a senhora aloé descobrira que se podia mover e começou a retorcer-se inquietada. (...)”
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